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Diversidade na ciência: A urgência de histórias múltiplas

 

Quando vemos mais rostos e vozes na ciência, ela se transforma em algo que todos podemos reconhecer, respeitar e, principalmente, sentir que também pertencemos.


 

"O problema dos estereótipos não é que eles são falsos, mas que são incompletos". Isso é o que afirma Chimamanda Ngozi Adichie em seu famoso TED Talk. A mensagem dela se aplica diretamente à comunicação científica. Quando uma só perspectiva domina, acabamos criando uma ciência que parece exclusiva e limitada a determinados grupos – frequentemente homens brancos, ocidentais. Esse recorte estreito não só perpetua estereótipos, mas também invisibiliza a riqueza de contribuições de mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTQIA+ e tantos outros. E isso gera uma ciência que parece inacessível para muita gente.

Mas a ciência, por natureza, é coletiva. Suas descobertas e impactos se expandem com a diversidade de experiências e de ideias. Quando cientistas de todas as origens se veem representados, é mais provável que se envolvam, contribuam e tragam novas questões e soluções. A ciência, assim, deixa de ser uma história única e se torna uma história de muitos – refletindo melhor a sociedade que serve.
 

Hoje, com a valorização da diversidade e inclusão, a comunicação científica pode e deve acolher vozes plurais. Isso fortalece tanto a pesquisa quanto a sociedade, já que a inclusão possibilita discussões mais ricas e soluções mais adequadas aos desafios globais. Para isso, precisamos criar espaços de fala para todos, combater barreiras históricas e desmantelar preconceitos que ainda permeiam a área científica.

Assim, investir na diversidade é mais do que justiça social; é um caminho para uma ciência mais robusta e inovadora. Afinal, é na pluralidade de perspectivas que encontramos força para avançar em questões complexas e promover uma ciência realmente inclusiva e transformadora.

 

Chris Bueno é jornalista, escritora e divulgadora de ciências.

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